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MULHERES NO XADREZ

JÚLIA ALBOREDO, ENXADRISTA PROFISSIONAL 

O XADREZ AINDA É UM ESPORTE MASCULINO DE MANEIRA GERAL. OS HOMENS SÃO CERCA DE 90% DO TOTAL DE PRATICANTES DO ESPORTE

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Texto: Paula Gaia
Reportagem: Andrine Souza
Pesquisa: Adilson Cunha e Gabriel Mendes 

 

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Júlia Alboredo, 25 anos, é enxadrista profissional. É a atual campeã brasileira da modalidade e conquistou o título de Mestre Internacional Feminina. Em 2021, Júlia foi a primeira brasileira da Copa do Mundo de Xadrez Feminino. 

Ela acredita que “o esporte, no geral, pode transformar pessoas, pode transformar vidas”. E afirma: “O xadrez, especificamente, é muito inclusivo, porque é um ambiente em que mulheres enfrentam homens, crianças enfrentam idosos, pessoas com deficiência participam dos mesmos torneios que os não deficientes. Por isso é um esporte que transforma vidas. Transformou a minha.” 

 

Uma das inspirações de Júlia é Judit Polgár, uma das maiores enxadristas do mundo, “por ela ter batido de frente com os homens, jogado torneios masculinos e mostrado que é possível a figura feminina ser bem representada”, diz a enxadrista.

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“Penso que eu sou uma mulher extraordinária, não só pelos meus feitos dentro do tabuleiro, mas também porque a todo momento eu penso no próximo. Em como eu posso fazer com que o xadrez, o esporte, evolua aqui no Brasil”, afirma Júlia. 
 

JÚLIA ALBOREDO,

ENXADRISTA

Em 1991, Judit Polgár tornou-se a pessoa mais jovem a conquistar o título de Grande Mestre Internacional, com apenas 15 anos. Ela foi a enxadrista mais jovem a entrar na lista dos 100 melhores jogadores da FIDE (Federação Internacional de Xadrez), chegando à 55ª posição em janeiro de 1989, aos 12 anos de idade. Por causa dela, os torneios de xadrez passaram a ter a categoria Absoluto (na qual podem jogar homens e mulheres), além do Feminino e das categorias separadas por faixa etária.
 

Polgár também foi a única mulher a disputar o Torneio de Candidatos ao título do Campeonato Mundial de Xadrez Absoluto, em 2005 (no xadrez, são jogados torneios regionais classificatórios para o Torneio de Candidatos, e o vencedor desta competição conquista o direito de desafiar o campeão mundial) e foi a primeira e única mulher a ultrapassar os 2.700 pontos no sistema de Rating Elo (sistema de classificação da força dos jogadores, usado pela FIDE para estabelecer o ranking mundial do esporte), atingindo seu auge com 2.735 pontos (oitavo lugar no ranking da FIDE) em julho de 2005.


Ela foi a enxadrista número 1 no mundo de janeiro de 1989 até sua aposentadoria, em 13 de agosto de 2014. 

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Imagens do Pinterest

De acordo reportagem realizada pela Revista Quem, apesar da série da Netflix - O Gambito da Rainha - não ser baseada na história real de Judit, são inegáveis as semelhanças. A minissérie da Netflix, lançada em 2020, foi uma das principais influências midiáticas recentes para o crescimento do xadrez no mundo. Foram mais de 64 milhões de visualizações nos 28 primeiros dias de lançamento, levando a uma estatística surpreendente: naquele momento, 73% das pessoas interessadas em informações sobre xadrez na internet eram mulheres. A série mostra a história da personagem Beth Harmon, que se torna um prodígio do xadrez americano e mundial nos anos 1960.

Créditos : Trailer em Português - Imagens Netflix Brasil 

Mas o xadrez ainda é um esporte majoritariamente masculino: de maneira geral, em todo o mundo, os homens são cerca de 90% do total de praticantes do esporte. Esse número muda um pouco em países como a Rússia e outras ex-repúblicas soviéticas, já que nesses lugares o xadrez é um esporte valorizado e faz parte do currículo escolar desde a educação infantil.  


No Brasil, o xadrez feminino tem crescido de forma consistente nos últimos 20 anos. Muitas escolas começaram a oferecer – já a partir das décadas de 80 e 90 – o xadrez como atividade complementar ou mesmo curricular, para todos os alunos igualmente. Com isso, muitas meninas aprenderam a jogar e se interessaram genuinamente pelo esporte.

 

O Projeto Damas em Ação – Rumo à Maestria, fundado por um grupo de mulheres enxadristas em 2018, tem como proposta aumentar a visibilidade do jogo de xadrez, atrair mais mulheres para a prática do esporte e elevar o nível do xadrez feminino no Brasil.

A enxadrista Júlia Alboredo é atual campeã brasileira, número 1 do ranking brasileiro e graduanda em Química. Júlia representou o Brasil nas últimas três olimpíadas, além disso, a atleta tem um canal no Youtube para divulgação de conteúdo de xadrez, conhecimento e experiências vividas ao longo de sua carreira. Na plataforma, Júlia ensina técnicas de jogo on-line, estratégias, partidas finais e aberturas de jogo, além de partidas explicativas. 

Créditos : Youtube Júlia Alboredo

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Mirian Castejon, Astrofísica

Essa reportagem foi produzida por estudantes de Jornalismo como Trabalho de Conclusão de Curso da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação da Professora Isabel Sampaio. 

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