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CATHERINE OTONDO, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO - CAU/SP

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    Mulheres Extraordinárias
  • 30 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

CATHERINE OTONDO FOI ELEITA PARA A PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DE SÃO PAULO LIDERANDO UMA CHAPA FORMADA EXCLUSIVAMENTE POR MULHERES


Texto: Paula Gaia

Reportagem: Andrine Souza

Pesquisa: Adilson Cunha e Gabriel Mendes




Catherine Otondo, 53 anos, é doutora em arquitetura e urbanismo. Atual presidente do CAU/SP, ela foi a primeira mulher eleita à presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo em toda a história da autarquia. As eleições ocorreram em outubro de 2020, e Catherine concorreu com uma chapa 100% feminina, formada por 156 mulheres.

Segundo os dados do Sistema de Inteligência Demográfica (IGEO), o mercado da Arquitetura é dominado por mulheres. O Brasil possui atualmente 123.997 arquitetas e urbanistas, o que corresponde a 64% do número total de profissionais no País.

“Aqui no CAU estamos juntas em um projeto que é maior que a gente”, afirma Catherine. E acrescenta: “A gente se coloca em um lugar onde o protagonismo não está na gente, está no outro. No caso, no projeto ou no coletivo”.

De acordo com o censo divulgado pelo CAU/SP em 2021, 58% dos profissionais de arquitetura e urbanismo do estado de São Paulo são mulheres. Além disso, do total de profissionais mulheres que responderam à pesquisa do órgão, 52% declararam estar recebendo até três salários mínimos por mês, e apenas 9% declararam receber mais de nove salários mínimos, dado que contrasta com os 20% dos profissionais homens que declaram ganhar mais de nove salários mínimos mensalmente.




Apesar de alguns avanços, as mulheres ainda sofrem desigualdades no trabalho. Ao ponderar o rendimento médio dos profissionais de arquitetura e urbanismo, uma pesquisa realizada pelo CAU/BR aponta que homens brancos recebem em média R$ 6.565,51 mensais. Já o salário das mulheres brancas diminui para R$ 4.906,25, em média. E as mulheres negras são as mais afetadas por essa disparidade, com um salário mensal médio de R$ 3.436,15.

As profissionais negras são ainda as que sofrem mais com assédio moral, sexual e a discriminação de gênero. A mesma pesquisa mostra que 31% das profissionais relataram ter sido vítimas de assédio moral, e 8% afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio sexual, ambos no ambiente de trabalho.




 
 
 

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