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NATÁLIA CHAVES, CO-VERADORA DO MANDATO FEMINISTA, PSOL

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    Mulheres Extraordinárias
  • 30 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

52% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA É CONSTITUIDA POR MULHERES, MAS APENAS 16% OCUPAM CARGOS ELETIVOS


Texto: Paula Gaia

Reportagem: Andrine Souza

Pesquisa: Adilson Cunha e Gabriel Mendes




Natália Chaves, 26 anos, é militante Ecossocialista, vegana e co-vereadora da bancada feminista do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo.


Formada em Letras, tem uma trajetória recente na política: começou em 2019, quando filiou-se ao partido. Em 2020, iniciou-se um debate para uma candidatura feminista com mulheres que representassem diferentes frentes nas lutas femininas.


“A intenção era construir uma candidatura que conseguisse demonstrar um pouco do que era a pluralidade do feminismo”, explica Natália, acrescentando:


“Quando se delineou a candidatura coletiva, o meu nome foi cotado e eu aceitei o desafio. Como mulher, negra e vinda da periferia, percebi que esse seria um espaço para honrar a minha trajetória, que é também a trajetória de tantas outras mulheres como eu", ressalta.

Ela explica que a Bancada Feminista atua como um movimento, uma frente que representa várias lutas. A Bancada Feminista do PSOL é um mandato coletivo eleito nas eleições de 2020 com 46.242 votos. A sétima candidatura mais votada na cidade de São Paulo, e é composta por cinco co-vereadoras.

“Quando a gente ocupa um lugar desses, na Câmara, que é feito por e para homens, brancos e ricos, a gente vê mais a discrepância e como precisamos ter coragem para nos posicionarmos, para erguer a nossa voz e ocupar esses espaços”, diz Natália.

Atualmente, o Poder Legislativo da cidade de São Paulo conta com 13 vereadoras, o que representa a maior bancada feminina já formada na cidade: 24% do total de 55 parlamentares. A Câmara Municipal também tem a maior diversidade na representação feminina, com vereadoras negras, indígenas e de diversas correntes políticas.

No Brasil, as mulheres só conquistaram o direito de voto pelo Código Eleitoral Provisório de 1932. Mas a primeira vereadora só foi eleita e assumiu o mandato em São Paulo em 1952, Anna Lamberga Zéglio. Uma política brasileira filha de imigrantes italianos, representava sobretudo os bairros do Brás, Pari e Mooca.




A Câmara Municipal de São Paulo só teve sua primeira vereadora negra em 1969, após 20 anos da eleição da primeira mulher: Theodosina Rosário Ribeiro, formada em Filosofia e Direito, foi eleita pelo MDB e recebeu 26.846 votos.


Sua luta política era pelo direito dos negros e mulheres, combatendo o preconceito e a discriminação contra as mulheres e os negros. Em 1971, renunciou ao mandato municipal para exercer o cargo de deputada estadual, permanecendo na Assembleia Legislativa até 1983.

De acordo o Nexo, a desigualdade racial na política reflete-se no sistema político e não na economia. Em mais de 70 anos a Câmara Municipal de São Paulo elegeu apenas 6 mulheres pretas, ou seja, um enorme desafio para mulheres pretas na política em um espaço ocupado majoritariamente por homens brancos durantes décadas.






 
 
 

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