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MIRIAN CASTEJON MOLINA, ASTROFÍSICA

  • Foto do escritor: Mulheres Extraordinárias
    Mulheres Extraordinárias
  • 30 de mai. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 31 de mai. de 2022

A UNESCO APONTA QUE APENAS 28,8% DOS PESQUISADORES NO MUNDO SÃO MULHERES. NO BRASIL AS MULHERES REPRESENTAM CERCA DE 54% DOS ESTUDANTES DE DOUTORADO


Texto: Paula Gaia

Reportagem: Andrine Souza

Pesquisa: Adilson Cunha e Gabriel Mendes




Mirian é doutoranda em astronomia na USP, graduada em matemática e física, e trabalha no Planetário de São Paulo, aquele que fica no Parque Ibirapuera. E acredita que: “Todos devem se considerar extraordinários, porque cada um sabe da sua própria história."

A astrônoma estudou em escola pública durante todo o período escolar e enfrentou dificuldades financeiras para conseguir se formar. Por isso, ela afirma: “Quando olho para trás e vejo tudo que eu tive que enfrentar para estar aqui hoje, eu acabo me considerando uma pessoa extraordinária”.

Mulheres são minoria na área científica, segundo um levantamento da UNESCO (2012): 45,2% na América Latina e Caribe, 34% na Europa, 34,5% na África, 18% na Ásia e 39,2% na Oceania. Nem todos os países foram incluídos na pesquisa, mas o que chama a atenção é que não há dados da América do Norte, o que evidencia a questão da sub-representação das mulheres na Ciência.






A Unesco aponta ainda que apenas 28,8% dos pesquisadores acadêmicos do mundo são mulheres. No Brasil, a falta de políticas públicas de incentivo à Ciência faz com que pesquisadores busquem reconhecimento e oportunidades de trabalho no exterior.


Porém, mesmo em países considerados mais desenvolvidos, ainda há discriminação em relação às mulheres cientistas, às vezes de forma explícita, por exemplo, as diferenças salariais entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho.

Além disso, as mulheres ainda sofrem o velho preconceito da falsa alternativa: escolher entre “ser esposa e mãe ou ter uma carreira”. Questões culturais e sociais influem na atitude da família, em particular, na dos pais e amigos, influenciando, portanto, na escolha da carreira na adolescência.


Os cursos de graduação nas áreas de Ciências Exatas e Engenharia ainda têm mais homens do que mulheres, apesar das mulheres brasileiras terem mais instrução e acesso ao ensino superior do que os homens.


O retrato está presente na pesquisa “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo dados do projeto Open Box da Ciência (Instituto Serrapilheira), apontam que no Brasil os homens são maioria nas Engenharias no total de 74% e nas Ciências Exatas e da Terra 69,9%.

De acordo com os dados do CNPq, as mulheres constituem 43,7% dos pesquisadores científicos no Brasil. Segundo a ONU, em todo mundo esse valor cai para 30%.

Mesmo com estes dados, mulheres como a astrofísica Mirian Castejón lutam para que esse cenário mude no decorrer dos anos. Em seu trabalho atual no Planetário de São Paulo, Mirian apresenta e incentiva jovens a conhecer o universo das ciências exatas.

A ciência no Brasil e no mundo ainda enfrenta um longo desafio a ser percorrido na questão de equidade de gênero. A partir disso, a ONU estabeleceu o dia 11 de fevereiro como o dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, como forma de incentivar a participação feminina de forma igualitária, uma das metas da ONU para desenvolvimento sustentável.



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MULHERES NA LUA, MISSÃO ARTÊMIS


Após mais de 50 anos da chegada do homem a lua, os humanos irão retornar ao solo lunar, desta vez com uma mulher a bordo da Missão Artêmis. Essa será a primeira vez que uma mulher pisará na Lua. Além disso, a missão conta com uma equipe majoritariamente feminina. Artêmis faz jus ao nome da irmã do Deus Grego Apollo que levou o primeiro humano (homem, Neil Armstrong), a pisar no solo lunar no dia 20 de julho de 1969.

A missão, que estava prevista para chegar à lua em 2024, foi adiada para 2025 devido a fatores que inclui um déficit financeiro e um processo judicial de Jeff Bezos. O retorno de humanos à lua, mais de cinco décadas após o feito de Armstrong, custará certa de 28 bilhões de dólares.

Artêmis III será um grande marco na história feminina da NASA. Para conhecer mais sobre as mulheres na NASA, acesse aqui. Por mais mulheres na lua!





 
 
 

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