MULHERES NA AVIAÇÃO
SAMANTA CHAN, PILOTO DE AVIÃO COMERCIAL

APENAS 2% DE TODOS OS PILOTOS DE AVIÕES COMERCIAIS EM OPERAÇÃO EM TODO O MUNDO SÃO MULHERES.NO BRASIL, AS MULHERES REPRESENTAM 2,9% DAS 14.380 LICENÇAS PARA PILOTO COMERCIAL DE AVIÃO VALIDADAS PELA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL-ANAC
Texto: Paula Gaia
Reportagem: Andrine Souza
Pesquisa: Adilson Cunha e
Gabriel Mendes

Samanta Chan é uma das 25 pilotos da companhia aérea na qual trabalha, e pretende tornar-se comandante. Ela conta que, às vezes, ainda nota um certo preconceito, aberto ou velado. Desde que começou na carreira, ela sabia que seria difícil, mas afirma que “queria muito” ser pilotos e sempre trabalhou de maneira muito determinada para conseguir.
A história das mulheres pilotando aviões começa em 1909, quando a piloto e também atriz francesa, Elisa Léontine Deroche, conhecida como Raymonde de Laroche, foi a primeira mulher a voar sozinha na história.
Já em 1921, a americana Bessie Coleman foi a primeira mulher negra a receber licença de piloto de avião. Um ano depois, em 1922, Thereza Di Marzo foi a primeira mulher a receber a licença de piloto no Brasil. Já em 1928, foi a vez da também americana Amélia Mary Earhart tornar-se a primeira mulher a sobrevoar sozinha o Oceano Atlântico.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, nos últimos 70 anos foram expedidas 2.743 licenças de piloto para mulheres no Brasil. De acordo com as informações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, o número corresponde a uma pequena porcentagem de todos os brevês (Brevê ou brevete é um documento que dá ao seu titular a permissão para pilotar aviões) emitidos em território nacional, porém, em comparação com os números de 5 anos atrás, que somavam 2.066 licenças, os dados subiram mais de 30%.
Apesar desse aumento, as mulheres ainda são minoria entre os pilotos de linhas aéreas comerciais: apenas 3% do total de pilotos em serviço atualmente. Na função de comandante de linha aérea, considerada o topo da carreira, as mulheres são menos de 1%, mostrando que essa ainda é uma profissão bastante masculina.

A carreira militar também é uma opção para as mulheres que querem seguir carreira como pilotas, porém o concurso é muito disputado. Foi apenas em 2008 que a Força Aérea Brasileira – FAB passou a receber as primeiras mulheres para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores.
Desta turma pioneira saiu a primeira pilota a comandar a aeronave presidencial brasileira: a comandante Carla Borges. Pilotou pela primeira vez, há dois anos, o Airbus VC-1A Santos Dumont, transportando o ex-presidente Michel Temer. E continua a comandar o avião presidencial até hoje.
Embora ainda enfrentando dificuldades e alguns preconceitos, as mulheres têm ocupado mais cargos nas diversas áreas da aviação. Elas ganham espaço em áreas antes dominadas por homens, como pilotagem e manutenção, além de diversos outros cargos na área administrativa dos aeroportos, companhias aéreas e órgãos públicos do setor.

"Eu sempre achei que não é porque eu sou uma pessoa
diferente ou incrível, você tem que ter a determinação para chegar onde você quer chegar."
Samanta Chan,
Piloto Comercial

Os custos para se tornar um piloto são bem altos. Em média um piloto comercial gasta de R$ 100 mil até R$ 150 mil em treinamentos, horas de voos, em matérias didáticos, exames, horas de voo e a provas da ANAC.
Um piloto de avião comercial, para atuar em linha aérea, precisa cumprir as horas de um piloto privado ( que são 40 horas de voo) mais 110 horas de prática. Ainda poderá ser exigido (dependendo da cia aérea) alguns cursos específicos, horas de voo em aviões bimotores e simuladores de voo.
Os valores podem variar de acordo com a aeronave que o piloto irá realizar o treinamento para obter as horas necessárias e também com os preços de cada aeroclube.
Vale lembrar ainda que para pilotar um helicóptero, por exemplo, custa em torno de 100 mil reais e o mínimo de horas para o curso prático de Piloto Comercial de Helicóptero são em média de 65 horas voo, além do voo cheque (voo de perícia).
Segundo um levantamento realizado pela Anac em 2018, houve um aumento no segmento de pilotos privados de helicóptero (PCH), que passou de 47 mulheres em 2015 para 167 em 2017, o que representa crescimento de 255%.
A seguir, conheça a história da primeira piloto da Polícia Militar de Ribeirão Preto, a Tenente Thaís de Andrade.
Crédito TV Record Ribeirão Preto - Compartilhado no canal Aviatrix
DADOS DA ANAC
DE ACORDO COM A ANÁLISE DAS LICENÇAS EXPEDIDAS PARA PILOTOS POR GÊNERO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS, LICENÇAS EMITIDAS PARA PILOTO COMERCIAL (PCM) DO SEXO FEMININO FORAM DE 716, UM PERCENTUAL DE 3,6% EM RELAÇÃO A 191.37 DE LICENÇAS EXPEDIDAS PARA SEXO MASCULINO, OU SEJA, UM TOTAL DE 96,4%.


DADOS ABERTOS DA ANAC, PARA SABER MAIS ACESSE AQUI.
Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo "UMA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO PROFISSIONAL DA MULHER NO MERCADO DE AVIAÇÃO CIVIL NO BRASIL".
ASSISTA TAMBÉM MULHERES NA AVIAÇÃO NO INSTAGRAM
.png)
.png)
