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​SONIA BARBOSA, ATIVISTA E LÍDER INDÍGENA DAS ALDEIAS DO JARAGUÁ - SP

  • Foto do escritor: Mulheres Extraordinárias
    Mulheres Extraordinárias
  • 18 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de mai. de 2022

A ativista indígena é porta-voz de seu povo e luta pela demarcação de terras. Os Guaranis pedem solução desde 2013.




Texto: Paula Gaia e Andrine Souza

Reportagem: Andrine Souza

Pesquisa: Adilson Cunha e Gabriel Mendes


Sônia Barbosa (Ara - Mirim) é ativista e faz parte da liderança da terra indígena Jaraguá, região metropolitana de São Paulo. Ela também é auxiliar de enfermagem e, na sua condição de líder, representa cerca de 800 indígenas.

Atualmente, segundo Sônia, a luta principal é pela demarcação das terras indígenas. Essa questão tornou-se um conflito a partir de 2013. De lá para cá, a comunidade dobrou o número de aldeias, chegando a seis atualmente, com 1,7 hectares demarcados.

Segundo as lideranças indígenas, o chamado marco histórico, que vigorou por décadas, já não é suficiente para proteger esses povos. E a MP 870/2019, pela qual o governo federal transferiu para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a responsabilidade pela identificação, delimitação, reconhecimento e demarcação de terras indígenas (desautorizando a FUNAI - Fundação Nacional do Índio), fez crescer as ameaças e tornou-se mais um motivo de preocupação para os indígenas.


E a própria FUNAI, que antes era subordinada ao Ministério da Justiça, agora foi transferida para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

O texto constitucional diz que é obrigação da União proteger as terras indígenas. Portanto, a população indígena deve ser protegida e ter a cultura reconhecida, seu modo de vida, de produção, de reprodução da vida social e sua maneira de ver o mundo.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal - STF, começou a julgar o Marco Temporal. A tese defende que defende que povos indígenas só podem reivindicar terras onde já estavam no dia 5 de outubro de 1988. De acordo com Portal do G1, a discussão põe ruralistas e povos originários em lados opostos. O governo Bolsonaro é favorável à tese. A decisão pode definir o rumo de mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que estão em aberto no país. Ainda em 2021, vários líderes indígenas acompanharam em frente ao Palácio do Governo em Brasília, incluindo representantes das aldeias do Jaraguá.


Na comunidade da Tribo Guarani do Jaraguá, Sônia menciona que a vida dos índios é vivida como indígenas, prevalecendo a cultura, o sossego, o silêncio, a mata, os cantos, sem perder as tradições. A luta da ativista e líder Sônia Barbosa, permanece em defesa à demarcação de terras e respeito as aldeias.


Na imagem, Sonia Barbosa sorri para foto. Crédito: Andrine Souza








 
 
 

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